A cidade é um organismo vivo, mas para que ela seja verdadeiramente de todos, precisamos de iniciativas que rompam barreiras físicas e sociais. É com essa premissa que o projeto "Tramas Urbanas" se estabelece, utilizando oficinas que articulam arte e urbanismo como linguagens de transformação. Mais do que atividades isoladas, as produções realizadas por pessoas com deficiência buscam dialogar diretamente com os territórios urbanos, ocupando espaços e ressignificando o papel desses cidadãos na sociedade.

A base de todo o trabalho está na metodologia aplicada pelo Instituto Olga Kos, que prioriza ambientes acessíveis, acolhedores e participativos. O objetivo é claro: favorecer o desenvolvimento integral do participante — passando pelo cognitivo e motor até o social e afetivo. Ao ampliar repertórios culturais, o projeto não beneficia apenas o indivíduo, mas fortalece os vínculos familiares e comunitários, criando uma rede de apoio e pertencimento.

A prática artística aqui funciona como uma ferramenta de sensibilização. Ela convida a sociedade a renovar seu olhar sobre a deficiência, deixando de lado o estigma e passando a compreendê-la como uma singularidade criadora. Quando a arte dessas pessoas ganha as ruas, o protagonismo e a potência criativa dos participantes evidenciam que todos são agentes culturais capazes de transformar o coletivo.

Compromisso com a Equidade e Direitos
O projeto não nasce apenas de uma vontade social, mas de uma demanda urgente por equidade. Suas ações estão em total consonância com marcos legais fundamentais, como:

  • Convenção da ONU sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência;
  • Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência – Lei 13.146/2015);
  • Políticas Públicas Municipais de inclusão e acessibilidade.